quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Reciclar, brincar e conhecer melhor o Rio São Francisco na mesorregião do Xingó.
Notícia do "Reciclar, brincar e meu espaço transformar foi veiculado no site do Projeto Dom Helder Câmara. A criançada está muito animada com o espaço e no próximo dia 28/10 o grupo circulará pelas margens do Velho Chico ou melhor no pedaço do Sertão sergipano, alagoano e baiano que tem a sorte de ser banhado por esse importante Rio brasileiro. A visita incluirá uma passagem pelo museu Max (Museu de Arqueologia do Xingó)-Canindé do São Francisco-Se/Piranhas-Al , prainha de Canindé do São Franscisco-Se, encerrando com uma visita a Cidade de Paulo Afonso-Ba. A viagem que também se casa as propostas do reciclar, brincar e meu espaço transformar, tem caráter educativo é desenvolvida pela SASAC/PDHC, com o apoio financeiro do SEBRAE/SE.
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
RECICLAR, BRINCAR E MEU ESPAÇO TRANSFORMAR
Esse tem sido o tema mais trabalhado no Assentamento N. Sra. Aparecida nos últimos 03 meses, tal tema parte de um trabalho da Assessoria Técnica Permanente da SASAC em parceria com o Projeto Dom Helder Câmara, que vem realizando uma ação de educação ambiental com a comunidade no sentido de reutilização de resíduos sólidos na confecção de um espaço para brincadeira com as crianças e adolescentes, além da discussão com os moradores sobre o destino dado ao lixo produzido pelos assentados.
A atividade começou a ser enfrentada em 2011, quando foi realizado o Plano de Manejo Ambiental da comunidade e constatado a presença de inúmeros focos de lixo, dentro do assentamento, fosse na agrovila, como também em áreas produtivas, na proximidade da barragem coletiva e sobretudo nos quintais. A primeira ação de enfrentamento foi frustrada, tendo em vista que se tratava de reivindicação por coleta seletiva e o município de Monte Alegre de Sergipe, município de identidade da comunidade, possui um serviço de coleta precário, que atende quase que exclusivamente a sede do município.
Diante do fato, a Assessoria Técnica Permanente utilizou-se de uma nova estratégia, qual seja: oportunizar a comunidade o conhecimento de algumas técnicas de reuso de resíduos, que invariavelmente terminam em lixo e contaminador do ambiente, além da motivação para coleta seletiva familiar e venda aos ‘ferros velhos’ da região.
Nesse sentido, a estratégia culminou em dois grandes resultados: o primeiro trata-se da construção do Espaço Reciclar, Brincar e Meu Espaço Transformar, onde estão sendo disponibilizados, com o uso de garrafa PET e Pneu, brinquedos num estilo de parquinho para crianças e adolescentes e o segundo: cerca de 09 famílias comercializando resíduos sólidos, com aproximadamente 300kg já vendidos, além disso, foi disponibilizado um espaço coletivo para queima do material não possível de venda, onde já foi queimado em torno de 200 kg e os adolescentes estão ensaiando uma pequena esquete teatral educativa para contribuir com a formação das famílias.
O trabalho é educativo, está em fase inicial, o que pressupõe que muitas famílias ainda precisam incorporar o aprendizado, compreender o problema, almejar a mudança no espaço doméstico, contudo, trabalhamos com a idéia de sensibilização e demonstração prática de que é possível diminuir o impacto dos resíduos sólidos causado ao meio ambiente, com pequenas ações e ainda garantir o lazer para crianças, ou obter algum retorno econômico nessas práticas.
EXPERIÊNCIAS DOS AGRICULTORES ASSESSORADOS PELO PROJETO DOM HELDER CAMARA SÃO DESTAQUES EM PROGRAMA DE TELEVISÃO DO ESTADO
A primeira, que foi ao ar dia 16/09/2012 e pode ser acessada pelo link: http://g1.globo.com/se/sergipe/estacao-agricola/videos/t/edicoes/v/ecofogao-consome-menos-lenha-e-beneficia-o-ecossistema-em-sergipe/2142327/; mostrou as experiências com EcoFogão, apresentando tanto os de uso familiar, instalados nas comunidades Linda Flor, Lagoa da Volta e Assentamento São Raimundo, quanto as instalações em cozinhas de processamento mínimo das agricultoras feirantes da Feira de Produtos da Nossa Terra no Município de Porta da Folha (Feira Agroecológica também apoiada pelo Projeto Dom Helder Câmara)
A segunda reportagem foi veiculada no domingo 23/09/2012 e está disponível no link: http://g1.globo.com/se/sergipe/estacao-agricola/videos/t/edicoes/v/assistencia-tecnica-gratuita-colabora-com-criadores-do-alto-sertao/2153465/; traz informações sobre o trabalho de Melhoramento Genético e de Qualidade do Leite. Esse projeto é desenvolvido em Parceria com a Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania e Associação dos Produtores Rurais Agrovila I sendo realizado em 05 comunidades/ assentamentos, com a ampliação para mais 05 até o final de 2012.
As reportagens; apesar da última apresentar dois equívocos, o primeiro trata-se da colocação de plantas como o sorgo, a gliricídia e a leucena como abundantes na caatinga, ao invés de adaptadas, e o segundo refere-se ao técnico que no caso pertence a SASAC (Sociedade de Apóio Sócio Ambientalista e Cultural) e faz um trabalho de consultoria no projeto em referencia; apresentam um bom resumo das duas atividades, enfatizando sua importância para os agricultores/as com destaque para a ação do Projeto Dom Helder Câmara no fomento a este tipo de experiência.
PRODUÇÃO DE HORTALIÇAS NO SERTÃO SERGIPANO: TÉCNICAS DE MANEJO SÃO ALTERNATIVAS À ESCASSEZ DE RECURSOS HÍDRICOS
Cachoeirinha I está situado num alto, onde os ventos são mais presentes e mais intensos, por isso, o agricultor desenvolve algumas técnicas de contenção do vento, como por exemplo: a utilização de cercas vivas integradas ao sistema. Estas estão dispostas nas mais diversas formas: com frutíferas, leguminosas como a crotalaria, tubérculos de porte médio, como a macaxeira além da preservação de espécies nativas como o angico e a gitirana, esse último, uma trepadeira que, fixada na cerca de arame farpado e no galinheiro circular forma uma cortina de proteção às culturas e aos animais, contra vento, incidência do sol e/ou frio excessivo.
Além da cerca viva a produção com composto, feito na própria propriedade, contribui para manutenção da fertilidade do solo, além de acumular água. Em 2011 o agricultor, dentro do processo de Formação pela Experimentação na Produção Agroecológica de Hortaliças e Frutas (realizado pela Sociedade de Apóio Sócio Ambientalista e Cultural – SASAC, em parceria com PDHC), fez todo um trabalho de monitoramento de aguação, com tensiômetro modular e hoje tem capacidade de trabalhar uma irrigação mais equilibrada, além disso, toda sua aguação é feita por gotejamento (proposta do Sistema PAIS). Há ainda, cobertura verde e seca, áreas de pousio, rotação de culturas e toda erva espontânea retirada do sistema é empilhada para decomposição e volta a compor a nutrição da terra.
A produção, em ambos os Assentamentos, é farta e dentro destes sistemas havia um planejamento produtivo bastante interessante. Encontra-se canteiros de: coentro, cebolinha, couve, repolho, alface, cenoura, tomate, quiabo, pimentão, pimenta e macaxeira; além de: acerola, mamoeiro, maracujazeiro, possuem ainda um cultivo de leguminosa como: gliricídia, feijão de porco, feijão de corda e a crotalaria, consideradas importantes dentro do sistema, tanto para adubação verde, como para gerar equilíbrio de nematóides, bem como, pela sua raiz pivotante, contribuir na areação do solo e em tempo de sol intenso esse cultivo à margem do canteiro ajuda a sombrear as hortaliças.
Todas as técnicas desenvolvidas têm seu ápice no Processo de Formação pela Experimentação na Produção Agroecológica de Hortaliças e Frutas e sua continuidade garantida através do trabalho de assessoria técnica permante SASAC/PDHC. Os Sistemas de Produção Integrado e Sustentável-PAIS) foram implantado nos Assentamentos através da parceria com SEBRAE, Fundação Banco do Brasil e Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social do Estado de Sergipe.
As práticas motivaram também o aumento de Organizações de Controle Social, ou seja, a concessão de registros como produtores orgânicos pelo MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), o Sertão Sergipano já possui 05 OCS’s, sendo que duas delas foram concedidas já esse ano, sendo, uma que envolve os agricultores citados nessa Matéria (OCS São Judas Tadeu) e uma outra com a Associação de Mulheres Resgatando Sua História na Comunidade Lagoa da Volta em Porto da Folha. Com este trabalho agricultores/as estão aptos a comercialização em feiras agroecologicas municipais e na capital do Estado.
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