domingo, 22 de maio de 2011

Oficina de Sistematização Assentamento Nova Canadá

                                                 ASSENTAMENTO NOVA CANADÁ
DATA: 19/04/2011
PARTICIPANTES – H 05 M 04 J 02


1 momento - ACOLHIDA: apresentar-se e dizer o que criava em 2008 e o que começou ou deixou de criar em 2010 – escolher uma flor que vai levar para plantar em sua casa.



*basicamente as famílias mantém uma regularidade do tipo de criação, apenas dois agricultores incorporaram novas criações nos últimos anos.

2 momento - CONSTRUÇÃO DA MATRIZ

Objetivo: identificar as formas de produção e criação dos agricultores antes do Projeto de Manejo da Caatinga; entender a quantidade e a distribuição da diversidade de cultivos locais em níveis comunitários.

 











OBS – ALGUMAS ESPECIES SE PERDERAM PELO INCENTIVO AO PLANTIO DE OUTRAS SEMENTES O QUE GEROU UMA PERDA DE PREÇO NO MERCADO, UM EXEMPLO BEM DISCUTIDO PELOS AGRICULTORES,  FOI EM RELAÇÃO AO  FEIJÃO BAJEM ROXA E CACHINHO QUE PERDEU ESPAÇO PARA O CARIOQUINHA.


ANALISANDO OS QUADROS CONSTRUÍDOS: é possível perceber, pela análise dos resultados em cada quadrante que o Assentamento Rural Nova Canadá, vive uma perda das experiências de multicultivos, quando estes começam a ser uma dinâmica apenas de um grupo pequeno de famílias, principalmente no que se refere à produção de grãos, onde há uma visível substituição das (milho híbrido e catingueiro). Ao mesmo tempo, acredita-se que em decorrência dos trabalhos desenvolvidos pelo Projeto de Manejo da Caatinga, aumentou-se o número de espécies, em especial forrageiras, que um conjunto de poucas famílias vêm experimentando em suas atividades produtivas. Dessa forma, acreditando-se na evolução em perspectiva crescente da experiência, é possível ir se enfrentando o problema da perda de variedades. Outra discussão travada pelos agricultores está intrinsecamente ligada a política agrícola do estado, baseada na distribuição de sementes e não na composição de bancos comunitários de sementes e na desvalorização dos processos de produção e armazenamento e de produção pelos agricultores, “o agricultor produz grãos” as sementes são fruto de trabalhos acompanhados pelas empresas de Assistência Técnica e de Pesquisa e é realizada, quase que exclusivamente, por grandes produtores.

A desvalorização econômica de algumas espécies, bem como os incentivos fiscais em determinadas regiões do país, que facilita a entrada no mercado local de grãos para alimentação bem mais baratos, também faz com que essa produção seja preterida a de alimentação para os rebanhos, tendo em vista que o leite ainda é, localmente, o produto de maior facilidade de comercialização. Exemplo disso é a pouca produção de feijão, tendo em vista que mercado local não absorve e/ou de que custo de produção é relativamente alto, diante de uma oferta extensa do produto por outras regiões do país. Assim, em casos extremos, há agricultores que já deixaram de produzir esse produto para subsistência, comprar é mais barato. Portanto reverter isso, para além de uma postura ideológica exige uma postura política.

Realizada essa etapa da oficina, foi identificado também as técnicas de cultivo e manejo da caatinga já experimentadas pelos agricultores.


RECOLHENDO INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE CULTIVO E MANEJO DA CAATINGA
  1. Identificar técnicas de produção e manejo que foram utilizadas na área coletiva (campo de aprendizagem)
  2. Identificar quais delas já eram utilizadas na sua área de produção.
  3. Quais foram experimentadas após o trabalho no campo?
  4. Quais não utilizaram e porquê?

O grupo identificou como técnicas utilizadas no trabalho de manejo da caatinga: o rebaixamento para qualificação de extrato de pastejo; raleamento para maior abertura e produção de herbáceas para pastagem, picotamento da matéria raleada e rebaixada, não realização de queimadas, adubação com composto orgânico, enriquecimento da caatinga com introdução de mudas nativas, diversificação de cultivos, consorciação.

No trabalho dos agricultores já foi possível identificar que, apesar deles utilizarem o trator, as queimadas já não eram práticas comuns nessas áreas e já experimentavam áreas de pastejo raleada.


Os agricultores consideraram que já realizaram algumas atividades, como o plantio sem derrubada total das árvores, raleando a área; introdução de palma forrageira em área manejada; enriquecimento da caatinga; multicultivos associada à recuperação da caatinga e trabalho de produção de mudas nativas, aroeira.

Alguns agricultores não conseguiram realizar nenhuma das experimentações propostas pela falta de mão de obra, o Assentamento tem dificuldades com trabalho coletivo e portanto não consegue fazer isso com mutirões, ou em áreas coletivas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário