ASSENTAMENTO NOSSA SENHORA APARECIDA
DATA: 20/04/2011
PARTICIPANTES – H 03 M 08 J 02
1 momento - ACOLHIDA: apresentar-se e dizer o que criava em 2008 e o que começou ou deixou de criar em 2010 – escolher uma flor que vai levar para plantar em sua casa.
* A comunidade convive com uma falta de estruturas para criação permanente desses animais, estes são então criados apenas como moeda, para atender demandas específicas das famílias, estes enfrentam ainda o roubo desses tipo de animal, quando isso é mais freqüente desfazem-se dos rebanhos.
2. momento - CONSTRUÇÃO DA MATRIZ
Objetivo: identificar as formas de produção e criação dos agricultores antes do Projeto de Manejo da Caatinga; entender a quantidade e a distribuição da diversidade de cultivos locais em níveis comunitários.
3. MOMENTO: ANALISANDO OS QUADROS CONSTRUÍDOS:
A organização comunitária vem, a exemplo de outras comunidades, sofrendo problemas de perdas de variedades de sementes, é possível perceber, pelo resultado apresentado nas oficinas, que até 2008 um número maior de famílias cultivava uma variedade maior de produtos agrícolas, o resultado apresentado para o quadrante atual, que revela um número menor de famílias conservando hábitos de produção mais diversos, é também decorrente dos trabalhos desenvolvido atualmente, na perspectiva da formação e da experimentação de produção consorciada e de manejo da caatinga, entretanto, como as experiências envolve em geral um grupo pequeno de agricultores, aumenta-se a variedade, isso é percebido, sobretudo em relação a variedades forrageiras, mas diminui-se o número de famílias que os cultivam. Em contrapartida, em virtude do hábito tradicional da criação de animais de grande porte é percebido que a produção específica para alimentação de rebanho é considerada como uma produção em grandes áreas, por muitas famílias, especificamente, milho (com variedades mais produtoras de massa verde) e capim, sendo que nesses últimos anos vem se abandonado os pastos de buffel e investindo-se no capim tanzânia.
Foi considerado ainda que feijões como: o Bajem Roxa e o Preto, apesar de perpassar o gosto alimentar da região, perdeu preço e não é considerado um produto comercial, daí não ser mais um produto de interesse da maioria dos agricultores.
A gliricídia (como forrageira) é cultiva desde 1994, mas apenas nos últimos 2 anos, passou a ser utilizada como matéria para armazenamento de forragem e o seu teor protéico conhecido pelos agricultores. Em relação as hortaliças e frutas o grupo também ressalta uma situação parecida, tendo em vista que já haviam algumas famílias que as cultivava, mas é somente no final de 2009, início de 2010, que essa produção se intensifica e vira produto para comercialização.
Ao mesmo tempo em que aumenta a criação de pequenos animais como as galinhas em decorrência dos investimentos do Projeto Dom Helder Câmara em estruturas de criação semi-extensiva, diminui-se as experiências de criação regular de ovinos, em decorrência dos roubos e da falta de estrutura (cercas de 8 fios) nas divisões dos lotes.
RECOLHENDO INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE CULTIVO E MANEJO DA CAATINGA
- Identificar técnicas de produção e manejo que foram utilizadas na área coletiva (campo de aprendizagem)
- Identificar quais delas já eram utilizadas na sua área de produção.
- Quais foram experimentadas após o trabalho no campo?
Quais não utilizaram e porquê?
O grupo identificou como técnicas utilizadas no Campo de Aprendizagem Manejo da Caatinga: Roço seletivo; aração animal; plantio consorciado; broca com picotamento da matéria orgânica; enriquecimento da caatinga com introdução de mudas nativas; bacia e cobertura seca para plantas introduzidas; adubação verde; cerca verde para quebra vento; poda de condução e produção para frutíferas.
Destas foram utilizadas pelos assentados: cobertura verde e seca; quebra vento; podas; plantio consorciado em leiras; arado animal em pequenas áreas.
Não utilizaram o arado animal em grandes áreas pela falta desses equipamentos, apenas duas famílias no assentamento possuem suas próprias estruturas de aração.
Ressaltou-se ainda que as podas contribuíram para o aumento da produção, que o retorno da aração animal é importante, tendo em vista que as comunidades o perderam frente as políticas do governo com distribuição de sementes e horas de trator para o preparo do solo.
Ressaltamos a importância dos trabalhos de Manejo da Caatinga, Bancos Comunitários de sementes, incentivo a técnicas de produção menos agressivas ao solo (aração animal, roço seletivo, broca com enleiramento da matéria orgânica) tendo em vista gerarem autonomia produtiva dos agricultores, além de garantirem a sustentabilidade ambiental, consideramos que uma crise mundial de alimentos hoje é capaz de gerar uma incidência de fome nas áreas rurais, que investem na criação de grandes animais, como as duas comunidades trabalhadas, tendo em vista que grãos para alimentação humana são preteridos a essa atividade e que, portanto essas comunidades podem está completamente a mercê da política de mercado, tipo um aumento do dólar inviabiliza sua produção, etc.






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