SISTEMATIZAÇÃO
MANEJO DA CAATINGA
MANEJO DA CAATINGA
- Sobre a Experiência
O que se quer sistematizar? A Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga desenvolvida pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) em parceria com Associação Cultural Raízes Nordestinas
Por que é importante sistematizá-la: para dar visibilidade aos resultados da experiência, considerando-se ser essa uma atividade pioneira da instituição (ACRANE) e do território, quiçá do estado de Sergipe.
Breve resumo da experiência (onde e quando se realizou, quem participou, principais resultados)
A Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga é uma atividade formativa proposta pelo Projeto Dom Helder Câmara/MDA, que teve como instituição executora a ACRANE, esta sistematização retoma o trabalho dos anos 2009 e 2010. Participam da experiência agricultores experimentadores dos 06 municípios que compõe o território do Sertão Sergipano, compreendidos inicialmente em 5 comunidades e a partir de 2010 elevando esse número para 10 comunidades/assentamentos, envolvendo também técnicos e mobilizadores sociais do Programa de Assessoria Técnica Permanente do PDHC.
O trabalho tinha como proposta implantar 4 campos de aprendizagem com esses agricultores/as, técnicos e mobilizadores sociais experimentadores; realizar um processo de formação continuado em manejo da caatinga com fins pastoris bovino (formação de bancos de proteínas e áreas para pastejo), apícolas e sistemas agroflorestais e agrossilvipastoril.
Como resultado do trabalho temos um aumento das comunidades/assentamentos envolvidos, a partir do primeiro ano; os campos de aprendizagem implantados e servindo como referencia para esse território; agricultores desenvolvendo práticas agrícolas e agropecuárias sustentáveis, com base nos conhecimentos adquiridos nas formações; campos de aprendizagem com elevado nível de ganho ambiental, identificados pelo processo de monitoramento de extrato herbáceo, arbóreo e de solo e aumento de animais silvestres, identificados pelo olhar atento dos agricultores/as.
- Sobre a sistematização
Para que se vai realizar a sistematização: pretende-se realizar a sistematização dessa experiência com o objetivo de que ela se configure como referência para esse território e parâmetro para os trabalhos desenvolvidos pela ACRANE e até mesmo pelo Projeto Dom Helder, com vistas uma maior apropriação de metodologias de trabalho de ganhos ambientais e manejo da caatinga, bem como objetiva disseminar a experiência na perspectiva da indução de políticas públicas sustentáveis para região semi-árida.
Que aspectos centrais da experiência nos interessa sistematizar: a metodologia do trabalho, por se tratar de experimentação pela prática, de ser um trabalho desenvolvido por uma instituição que trabalha com a arte e a cultura.
Que elementos haveria que tomar em consideração na reconstrução histórica: as formas de produção dos agricultores/as antes do projeto; os elementos de justificativa do projeto que reconstrói a realidade do Sertão sergipano, no que se refere a educação ambiental.
Que elementos haveria que tomar em consideração para ordenar e classificar a informação: Os objetivos da proposta; a metodologia; o alcance da proposta (nível territorial e de mudança de postura); executora ser uma instituição de arte e cultura.
Que elementos haveria que tomar em consideração para a interpretação crítica: Contexto do modelo de desenvolvimento do nordeste e do sertão sergipano
Que fontes de informação vamos utilizar: relatório, material utilizados nas formações, registro fotográfico, registro de monitoramento, entrevistas coletivas (em oficinas) ou individuais, legislações e publicações teóricas sobre o assunto.
Como se vai realizar a sistematização: realização de oficinas com agricultores e técnicos, pesquisas em arquivos da ACRANE, validação de dados e escrita em linguagem artística.
Produtos que devem surgir desta sistematização: uma cartilha contendo os elementos sistematizados em forma de contos, poesia e peças teatrais.
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