quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
RESULTADO CONCURSO - CATEGORIA FOTOGRAFIA
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - MDA
PROJETO DOM HELDER CÂMARA - PDHC
ASSOCIAÇÃO CULTURAL RAÍZES NORDESTINAS - ACRANE
REVELANDO O SEMI-ÁRIDO: Concurso Cultural "As Cenas do Meu Lugar"
1o. Lugar categoria fotografia - grupo de crianças entre 07 e 10 anos. fotografia "O Milho"
2o. Colocado categoria fotografia - mesmo grupo, fotografia "leiras"
Outras fotografias trouxeram ainda denuncias sobre falta de coleta de lixo, ou buscaram reproduzir cenas do cotidiano das crianças, com as que listamos abaixo, em "o lixo", "o vaqueiro" e "a catenga"
"O LIXO"
"O VAQUEIRO"
"A CATENGA"
RESULTADO DO CONCURSO - CATEGORIA DESENHO
MINISTÉRIO DO DESENOVLIMENTO AGRÁRIO - MDA
PROJETO DOM HELDER CÂMARA - PDHC
ASSOCIAÇÃO CULTURAL RAÍZES NORDESTINAS - ACRANE
REVELANDO O SEMI-ÁRIDO - Concurso: As cenas do Meu Lugar
O concurso temático: As cenas do Meu Lugar, Assentamento Nossa Senhora Aparecida - Lagoa da Areias - Monte Alegre de Sergipe-Se, foi realizado com o objetivo de se identificar a relação existente entre as crianças e adolescentes do Assentamento e o seu lugar, sobretudo, como a Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga consegue aproximar as crianças e adolescentes de suas origens, de forma valorativa.
O resultado apresentado demonstra a construção de valores dessas crianças, relacionado a espacialidade e aos jeitos, gestos e significâncias que um trabalho sustentável pode gerar nessa construção de homens e mulheres no campo.
O Projeto Dom Helder Câmara que tem como lema "investindo no ser humano, transformando o semi-árido" é revelado nas imagens e fotografias das crianças e adolescentes.
As crianças participantes, incluindo algumas portadoras de necessidades especiais e outras com alguns visíveis déficits de aprendizagem, reproduziram a sua compreensão sobre o lugar onde vivem e a importância dele em suas vidas.
Publicaresmos as fotografias selecionadas para o processo de sistematização, seus significados e os respectivos artistas.
1o. Lugar - Categoria - Desenho de 04 a 07 anos. - Laisa - 5 anos - Desenho Capela de N. Sra. Aparecida com a imagem da Santa na entrada da Igreja
2o. Colocado - categoria Desenho - de 04 a 07 anos - Mônica 07 anos - A vila arborizada e um cachorro que passa
1o. Colocado - categoria Desenho de 07 a 14 anos - Anne Caroline - 14 anos - "O caminho da minha casa"
2o. Colocado - Categoria Desenho de 07 a 14 anos - Cleverton de Menezes - 11 anos - "A vila, as residências, a igreja, o salão comunitário e a vegetação".
Outras fotografias interessantes comporão a cartilha da sistematização da Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga, resaltamos que primamos por construir uma proposta que desse conta da compreensão das crianças e adolescentes sobre o "todo" de suas comunidades e não apenas da caatinga enquanto bioma.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
SISTEMATIZANDO COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
PROCESSO DE SISTEMATIZAÇÃO MANEJO DA CAATINGA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL RAÍZES NORDESTINAS – ACRANE
PROJETO DOM HELDER CÂMARA – SDT/MDA – Governo Federal
1. Atividades com Crianças e Adolescentes
OFICINA: RECONHECENDO A BELEZA DE SEU LUGAR – O ESPAÇO ONDE MORA
Local onde se realizou a Oficina: Assentamento N. Sra. Aparecida – Faz. Lago das Areias – Monte Alegre/ N. Sra. da Glória-Se
Data: 18 de Setembro/2011
METODOLOGIA:
A oficina foi realizada a partir da contação de histórias dos mais velhos para os mais novos, história de vida, assim reunimos:
- D. Josefina, trabalhadora assentada que participou de toda luta do Assentamento, desde o movimento de acampados;
- Seu Carlos Soares de Menezes – Carlinhos: agricultor participante da Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga.
PRA COMEÇAR CELEBRAMOS COM FESTA O ANIVERSÁRIO DE 05 ANOS DE VITÓRIA, NASCIDA EXATAMENTE NO DIA DA SUPOSTA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E COM ESSE NOME EXPLENDIDO DE VITÓRIA.
Depois disso D. Josefina contou a história do Assentamento, toda luta dos acampados e os primeiros dias nessas terras; seu Carlinhos contou um pouco sobre a vegetação predominante no Assentamento, Vamos ver como foi tudo???
D. Josefina começou a historia nos localizando no ano de 1987, quando um grupo de 25 agricultores sem terra, ocuparam essas terras com a disposição para fazer dela o seu lar, o lugar de onde retirariam o sustento para suas famílias.
Nessa época o grupo que tinha o apoio da Igreja Católica, especificamente citado o Pe. Gregório, um padre Belga, que até 2011 viveu na cidade de N. Sra. da Glória, faleceu em 03 de janeiro de 2011. O padre ajudava com cestas básicas e a organizar o povo em grupos, “cada um tinha o seu emprego”, como disse D. Josefina, havia uns que cuidava da mata, para não haver desmatamento, coisa muito comum nas áreas ocupadas, aproveitadores e até os fazendeiros adentravam as matas e retiravam toda a madeira, antes da desapropriação; outro grupo cozinhava para os trabalhadores e todos vigiavam pela vida uns dos outros. Não era fácil, os barracos de lona, de dia eram muito quente, a noite muito frio, por isso eles se revezavam, ora uns iam pra suas casas e os guardiões da terra e da vida passavam a ser outros.
A ida pra casa era assustada e difícil, segundo D. Josefina a carga dela era, dois filhos pequenos, ela e o esposo numa bicicleta, cortando o caminho até sua casinha há aproximadamente 10 km dali, “eu caia demais passando pelos riachos e pedras” diz ela, que, pra quem não há conhece, tem uma deficiência na perna (uma perna mais curta). Por ai vai a história de D. Josefina, descrevendo sua casa de taipa, a falta de tudo e no momento seguinte o sofrimento da luta pela terra, os atropelos e o desfecho positivo quando em 1989 ela e mais 23 famílias foram considerados Assentados e aquelas terras foram desapropriadas e ai a vida muda e a terra traz a tranquilidade da casa, a produção e a segurança de um futuro para os filhos.
A primeira criança a nascer no Assentamento foi o Titico, de Carmosa, ainda nas lonas, ele é exatamente do 1987, mas ele não faz parte do nosso grupinho, já é um menino grande, nessa sala todos nasceram aqui, a exceção de D. Josefina, ninguém passou pelo sofrimento que a luta de trabalhadores rurais acampados gera, mas todos consideram uma CENA linda, a história de D. Josefina e de alguns dos seus pais, por que ela sugere que temos capacidade de superar desafios e conquistar A TERRA PROMETIDA, mas não queremos viver a mesma história, A VIDA PODE E DEVE SER MAIS FÁCIL pra quem está no campo e pretende viver dele, daí é que é importante preservar a terra que temos.
Seu Carlinhos fez uma relação da vegetação que ainda resiste nesse Assentamento, apesar de, mesmo tendo sido guardião da mata contra outros predadores, alguns agricultores, após Assentados se tornam predadores também.
A Aroeira, a umburana, baraúna, mororó, umbuzeiro, araticum, araçá, jiquirizeiro, quixabeira... o tatu, o nambu, o gato do mato, cachorro do mato, peba, preá, lagarto, raposa, cotia, soinho e algumas coisas trazidas e plantadas recentemente, como: o angico de caroço, o cedro, compõe a fauna e a flora desse Assentamento. No geral houve um desmatamento muito grande das áreas e só recentemente as pessoas começaram a fazer alguma coisa, mas pra recuperar o processo é lento, uns se educam, outros ainda levarão tempo para educar-se.
CANTAMOS A MUSIQUINHA: “Essa é uma história de uma catenga que subiu o morro para procurar o rabinho que perdeu, você também é um pedaço, um pedação do meu rabão”... construindo com as crianças o rabo da catenga e discutindo os mecanismos de defesa dos animais, seus instintos de sobrevivência.
Nos primeiros anos do Assentamento muitos agricultores venderam seus títulos de posse da terra, sobraram apenas 5, dos 24 que foram assentados, felizmente as famílias que compraram, são famílias agricultoras que têm todo o direito de permanecer nela, que vivem dela, mas se é assim... a desapropriação precisaria ter sido pra esses, Daniela ressaltou: “Terra de Reforma Agrária não é negócio”. “Não se pode ficar ocupando terra, para vendê-la depois, o direito a terra é para produzir nela e viver com dignidade”; desde cedo precisamos entender isso.
DAÍ, para ilustrar como não é interessante dizer: Eu quero terra pra produzir e vendê-la, cantamos a musiquinha do CAMALEÃO: “Eu conheço muita gente que parece um camaleão, com a cabeça diz que sim e com o rabinho, diz que não...” ilustrando com a dancinha, como o grupo ainda estava muito tímido para as descontrações puxamos a música da cobrinha, pra que todo mundo rebolasse um pouco: “A cobra não tem mão, a cobra não tem pé, como é que a cobra anda se arrastando pelo chão, estica, encolhe, seu corpo é todo mole”.
Mas e essa terra que temos e essa vida nesse lugar e suas cenas, ameaçadas por tanto descuido e falta de cuidado é problema apenas dos adultos???
Conversamos com as crianças sobre a idéia de fazer a nossa parte pra preservar a beleza do nosso lugar, a boa vizinhança, o cuidado com o lixo nas matas, a proteção ao meio ambiente, utilizou-se a dinâmica de pegar uma balinha e jogar o papel no chão, depois observar como provocamos um problema na sala, recolher apenas o nosso papel e observar como se fizermos apenas a nossa parte, já fazemos muito, se ajudarmos os outros a também fazerem a sua ai teremos com certeza uma vida comunitária bem mais integrada ao meio, mas o importante é que: CRIANÇADA A CENA DESSE LUGAR SÓ SERÁ UMA BELA CENA, COM PERSPECTIVA DE UM FINAL FELIZ, SE VOCÊS FOREM PROTAGONISTA DELA.
A palavra do dia foi “DESTRESSAR” seu Carlinhos disse que para contribuir na educação de alguém as vezes o exemplo é a melhor coisa, porque se o “cara” só pede uma atitude diferente, como essa é uma geração de pessoas “Destressadas” as vezes rola uma briga na escola, porque você pediu a alguém para não jogar papel no chão. Fica a dica: PEDAGOGIA DO EXEMPLO e destressar é a mesma coisa que estressar.
VALEU TURMINHA. Nosso próximo encontro é um concurso, vale uma viagem à margem do “VELHO CHICO”.
AS CENAS DO MEU LUGAR
REALIZAÇÃO DE CONCURSO INFANTIL DE POEMAS, DESENHO E FOTOGRAFIA COM
O TEMA: As cenas do meu lugar
EDITAL SELEÇÃO COM O TEMA: As cenas do meu lugar
Art. 1º. – DO CONCURSO: A Associação Cultural Raízes Nordestinas - ACRANE, equipe de sistematização, lança edital para seleção de desenhos, fotografias, pequenos filmes e poesias construídos por crianças do Assentamento N. Sra. Aparecida, sobre sua compreensão e sua vivência rural no semi-árido, com o TEMA: As cenas do meu lugar, em 4 categorias
Art. 2º. Primeira categoria DESENHO, dividido em 3 subcategorias
I – CRIANÇAS DE 4 A 7 ANOS
II – CRIANÇAS ACIMA DE 7 COM MENOS DE 12 ANOS
III – CRAINÇAS ACIMA DE 12 E MENOS DE 14 ANOS
Parágrafo único: Regulamento específico para essa categoria
1.Apresentar o desenho em folha de papel comum sem linhas, pintado a lápis de cor ou cera, com clores claras e boa definição de linhas e imagens;
2.Desenho ocupar pelo menos 50% da folha, sem imagens indefiníveis.
Art. 3º. Segunda categoria FOTOGRAFIA, dividido em 2 subcategorias
I – GRUPO DE ATÉ 4 CRIANÇAS DE 7 A 12 ANOS
II – GRUPO DE ATÉ 4 CRIANÇAS DE 12 A 14 ANOS
Parágrafo 1: o regulamento específico para essa categoria inclui, fotografias nítidas com boa resolução, que passe uma idéia claro do que o fotógrafo quis retratar sendo possível registrar de 2 a 4 fotos por grupo, os equipamentos de fotografias serão disponibilizados pela equipe organizadora.
Art. 4º. QUARTA categoria POESIA, dividido em 2 sub categorias
I – CRIANÇAS ACIMA DE 7 COM MENOS DE 12 ANOS
II – CRIANÇAS ACIMA DE 12 E MENOS DE 14 ANOS
Art. 5ª. Regulamento específico para todas as categorias:
1. Cada criança só poderá concorrer em 01 categoria;
2. Só serão aceitas crianças e desenhos, fotografias e poemas feitos na própria comunidade no dia determinado nesse concurso.
Art. 6ª. DAS PREMIAÇÕES:
- 1º. e 2º. Colocados na PRIMEIRA categoria, sub categoria I – R$. 10,00 e prêmio Surpresa;
- 1º. e 2º. Colocados na PRIMEIRA categoria, subcategorias II e III – Uma viagem de lazer para Paulo Afonso e margens do Rio São Francisco, em dia e horário a combinar com os ganhadores;
- 1º. Colocado na SEGUNDA categoria - Uma viagem de Lazer para Paulo Afonso e margens do Rio São Francisco, em dia e horário a combinar com os ganhadores;
- 1º e 2º. Colocados na TERCEIRO categoria subcategorias I E II – Uma viagem de Lazer para Paulo Afonso e margens do Rio São Francisco, em dia e horário a combinar com os ganhadores;
- Todos os inscritos participarão de brincadeiras informativas sobre o bioma caatinga e receberam um prêmio surpresa.
Art. 7º. A DATA DE REALIZAÇÃO DA SELEÇÃO será: 02 de Outubro de 2011, podendo ser prorrogada de acordo com acertos com a comunidade e comunicação expressa aos interessados.
Art. 8º. DAS INSCRIÇÕES: as inscrições ocorrerão no dia de realização da seleção, por ocasião das atividades recreativas.
Art. 9º. Todo o material entregue a comissão pertencerá ao banco de dados da sistematização do Projeto de Formação Pela Experimentação em Manejo da Caatinga: EM CENAS DO SERTÃO SERGIPANO, podendo ser utilizado para publicação, divulgação em blogs, sites, etc.
Art. 10º. Sem mais informações, resolvemos publicar esse edital em espaço público do Assentamento N. Sra. Aparecida na data de 16 de setembro de 2011.
Poço Redondo-Se.,
Pela Equipe de Sistematização:
Antonia Iva Ferreira Melo
Daniela Bento Alexandre
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
O QUE É O TRABALHO DE SISTEMATIZAÇÃO
SISTEMATIZAÇÃO
MANEJO DA CAATINGA
MANEJO DA CAATINGA
- Sobre a Experiência
O que se quer sistematizar? A Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga desenvolvida pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) em parceria com Associação Cultural Raízes Nordestinas
Por que é importante sistematizá-la: para dar visibilidade aos resultados da experiência, considerando-se ser essa uma atividade pioneira da instituição (ACRANE) e do território, quiçá do estado de Sergipe.
Breve resumo da experiência (onde e quando se realizou, quem participou, principais resultados)
A Formação pela Experimentação em Manejo da Caatinga é uma atividade formativa proposta pelo Projeto Dom Helder Câmara/MDA, que teve como instituição executora a ACRANE, esta sistematização retoma o trabalho dos anos 2009 e 2010. Participam da experiência agricultores experimentadores dos 06 municípios que compõe o território do Sertão Sergipano, compreendidos inicialmente em 5 comunidades e a partir de 2010 elevando esse número para 10 comunidades/assentamentos, envolvendo também técnicos e mobilizadores sociais do Programa de Assessoria Técnica Permanente do PDHC.
O trabalho tinha como proposta implantar 4 campos de aprendizagem com esses agricultores/as, técnicos e mobilizadores sociais experimentadores; realizar um processo de formação continuado em manejo da caatinga com fins pastoris bovino (formação de bancos de proteínas e áreas para pastejo), apícolas e sistemas agroflorestais e agrossilvipastoril.
Como resultado do trabalho temos um aumento das comunidades/assentamentos envolvidos, a partir do primeiro ano; os campos de aprendizagem implantados e servindo como referencia para esse território; agricultores desenvolvendo práticas agrícolas e agropecuárias sustentáveis, com base nos conhecimentos adquiridos nas formações; campos de aprendizagem com elevado nível de ganho ambiental, identificados pelo processo de monitoramento de extrato herbáceo, arbóreo e de solo e aumento de animais silvestres, identificados pelo olhar atento dos agricultores/as.
- Sobre a sistematização
Para que se vai realizar a sistematização: pretende-se realizar a sistematização dessa experiência com o objetivo de que ela se configure como referência para esse território e parâmetro para os trabalhos desenvolvidos pela ACRANE e até mesmo pelo Projeto Dom Helder, com vistas uma maior apropriação de metodologias de trabalho de ganhos ambientais e manejo da caatinga, bem como objetiva disseminar a experiência na perspectiva da indução de políticas públicas sustentáveis para região semi-árida.
Que aspectos centrais da experiência nos interessa sistematizar: a metodologia do trabalho, por se tratar de experimentação pela prática, de ser um trabalho desenvolvido por uma instituição que trabalha com a arte e a cultura.
Que elementos haveria que tomar em consideração na reconstrução histórica: as formas de produção dos agricultores/as antes do projeto; os elementos de justificativa do projeto que reconstrói a realidade do Sertão sergipano, no que se refere a educação ambiental.
Que elementos haveria que tomar em consideração para ordenar e classificar a informação: Os objetivos da proposta; a metodologia; o alcance da proposta (nível territorial e de mudança de postura); executora ser uma instituição de arte e cultura.
Que elementos haveria que tomar em consideração para a interpretação crítica: Contexto do modelo de desenvolvimento do nordeste e do sertão sergipano
Que fontes de informação vamos utilizar: relatório, material utilizados nas formações, registro fotográfico, registro de monitoramento, entrevistas coletivas (em oficinas) ou individuais, legislações e publicações teóricas sobre o assunto.
Como se vai realizar a sistematização: realização de oficinas com agricultores e técnicos, pesquisas em arquivos da ACRANE, validação de dados e escrita em linguagem artística.
Produtos que devem surgir desta sistematização: uma cartilha contendo os elementos sistematizados em forma de contos, poesia e peças teatrais.
PROPOSTA METODOLÓGICA PARA REALIZAÇÃO DAS 1ªs. OFICINAS DE SISTEMATIZAÇÃO
Objetivos: identificar as formas de produção e criação dos agricultores antes do projeto de Manejo da Caatinga; entender a quantidade e a distribuição da diversidade de cultivos locais em níveis comunitários.
ACOLHIDA: apresentar-se e dizer o que criava em 2008 e o que começou ou deixou de criar em 2010 – escolher uma flor que vai levar para plantar em sua casa.
CONSTRUÇÃO DA MATRIZ
- Identificação de sementes
- Preechimento da matriz
a) Quais são as variedades cultivadas em grandes áreas por muitas famílias?
b) Quais são as variedades cultivadas em grandes áreas por poucas famílias?
c) Quais são as variedades cultivadas em pequenas áreas por muitas famílias?
d) Quais são as variedades cultivadas em pequenas áreas por poucas famílias?
ANÁLISE DOS RESULTADOS:
1. Identificar os porquês dos resultados – cultivos com potencial econômico, cultivos tradicionais, uso alimentar, etc.
(obs. Serão realizadas duas matrizes – uma resgatando a situação das comunidades em 2009 e outra a partir do final 2010).
RECOLHENDO INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE CULTIVO E MANEJO DA CAATINGA
- Identificar técnicas de produção e manejo que foram utilizadas na área coletiva (campo de aprendizagem)
- Identificar quais delas já eram utilizadas na sua área de produção.
- Quais foram experimentadas após o trabalho no campo?
- Quais não utilizaram e porquê?
ENCERRAMENTO E AVALIAÇAO
Oficina de sistematização Assentamento N. Sra. Aparecida/ Lagoa das Areias
ASSENTAMENTO NOSSA SENHORA APARECIDA
DATA: 20/04/2011
PARTICIPANTES – H 03 M 08 J 02
1 momento - ACOLHIDA: apresentar-se e dizer o que criava em 2008 e o que começou ou deixou de criar em 2010 – escolher uma flor que vai levar para plantar em sua casa.
* A comunidade convive com uma falta de estruturas para criação permanente desses animais, estes são então criados apenas como moeda, para atender demandas específicas das famílias, estes enfrentam ainda o roubo desses tipo de animal, quando isso é mais freqüente desfazem-se dos rebanhos.
2. momento - CONSTRUÇÃO DA MATRIZ
Objetivo: identificar as formas de produção e criação dos agricultores antes do Projeto de Manejo da Caatinga; entender a quantidade e a distribuição da diversidade de cultivos locais em níveis comunitários.
3. MOMENTO: ANALISANDO OS QUADROS CONSTRUÍDOS:
A organização comunitária vem, a exemplo de outras comunidades, sofrendo problemas de perdas de variedades de sementes, é possível perceber, pelo resultado apresentado nas oficinas, que até 2008 um número maior de famílias cultivava uma variedade maior de produtos agrícolas, o resultado apresentado para o quadrante atual, que revela um número menor de famílias conservando hábitos de produção mais diversos, é também decorrente dos trabalhos desenvolvido atualmente, na perspectiva da formação e da experimentação de produção consorciada e de manejo da caatinga, entretanto, como as experiências envolve em geral um grupo pequeno de agricultores, aumenta-se a variedade, isso é percebido, sobretudo em relação a variedades forrageiras, mas diminui-se o número de famílias que os cultivam. Em contrapartida, em virtude do hábito tradicional da criação de animais de grande porte é percebido que a produção específica para alimentação de rebanho é considerada como uma produção em grandes áreas, por muitas famílias, especificamente, milho (com variedades mais produtoras de massa verde) e capim, sendo que nesses últimos anos vem se abandonado os pastos de buffel e investindo-se no capim tanzânia.
Foi considerado ainda que feijões como: o Bajem Roxa e o Preto, apesar de perpassar o gosto alimentar da região, perdeu preço e não é considerado um produto comercial, daí não ser mais um produto de interesse da maioria dos agricultores.
A gliricídia (como forrageira) é cultiva desde 1994, mas apenas nos últimos 2 anos, passou a ser utilizada como matéria para armazenamento de forragem e o seu teor protéico conhecido pelos agricultores. Em relação as hortaliças e frutas o grupo também ressalta uma situação parecida, tendo em vista que já haviam algumas famílias que as cultivava, mas é somente no final de 2009, início de 2010, que essa produção se intensifica e vira produto para comercialização.
Ao mesmo tempo em que aumenta a criação de pequenos animais como as galinhas em decorrência dos investimentos do Projeto Dom Helder Câmara em estruturas de criação semi-extensiva, diminui-se as experiências de criação regular de ovinos, em decorrência dos roubos e da falta de estrutura (cercas de 8 fios) nas divisões dos lotes.
RECOLHENDO INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE CULTIVO E MANEJO DA CAATINGA
- Identificar técnicas de produção e manejo que foram utilizadas na área coletiva (campo de aprendizagem)
- Identificar quais delas já eram utilizadas na sua área de produção.
- Quais foram experimentadas após o trabalho no campo?
Quais não utilizaram e porquê?
O grupo identificou como técnicas utilizadas no Campo de Aprendizagem Manejo da Caatinga: Roço seletivo; aração animal; plantio consorciado; broca com picotamento da matéria orgânica; enriquecimento da caatinga com introdução de mudas nativas; bacia e cobertura seca para plantas introduzidas; adubação verde; cerca verde para quebra vento; poda de condução e produção para frutíferas.
Destas foram utilizadas pelos assentados: cobertura verde e seca; quebra vento; podas; plantio consorciado em leiras; arado animal em pequenas áreas.
Não utilizaram o arado animal em grandes áreas pela falta desses equipamentos, apenas duas famílias no assentamento possuem suas próprias estruturas de aração.
Ressaltou-se ainda que as podas contribuíram para o aumento da produção, que o retorno da aração animal é importante, tendo em vista que as comunidades o perderam frente as políticas do governo com distribuição de sementes e horas de trator para o preparo do solo.
Ressaltamos a importância dos trabalhos de Manejo da Caatinga, Bancos Comunitários de sementes, incentivo a técnicas de produção menos agressivas ao solo (aração animal, roço seletivo, broca com enleiramento da matéria orgânica) tendo em vista gerarem autonomia produtiva dos agricultores, além de garantirem a sustentabilidade ambiental, consideramos que uma crise mundial de alimentos hoje é capaz de gerar uma incidência de fome nas áreas rurais, que investem na criação de grandes animais, como as duas comunidades trabalhadas, tendo em vista que grãos para alimentação humana são preteridos a essa atividade e que, portanto essas comunidades podem está completamente a mercê da política de mercado, tipo um aumento do dólar inviabiliza sua produção, etc.
Oficina de Sistematização Assentamento Nova Canadá
ASSENTAMENTO NOVA CANADÁ
DATA: 19/04/2011
PARTICIPANTES – H 05 M 04 J 02
1 momento - ACOLHIDA: apresentar-se e dizer o que criava em 2008 e o que começou ou deixou de criar em 2010 – escolher uma flor que vai levar para plantar em sua casa.
*basicamente as famílias mantém uma regularidade do tipo de criação, apenas dois agricultores incorporaram novas criações nos últimos anos.
2 momento - CONSTRUÇÃO DA MATRIZ
Objetivo: identificar as formas de produção e criação dos agricultores antes do Projeto de Manejo da Caatinga; entender a quantidade e a distribuição da diversidade de cultivos locais em níveis comunitários.
OBS – ALGUMAS ESPECIES SE PERDERAM PELO INCENTIVO AO PLANTIO DE OUTRAS SEMENTES O QUE GEROU UMA PERDA DE PREÇO NO MERCADO, UM EXEMPLO BEM DISCUTIDO PELOS AGRICULTORES, FOI EM RELAÇÃO AO FEIJÃO BAJEM ROXA E CACHINHO QUE PERDEU ESPAÇO PARA O CARIOQUINHA.
ANALISANDO OS QUADROS CONSTRUÍDOS: é possível perceber, pela análise dos resultados em cada quadrante que o Assentamento Rural Nova Canadá, vive uma perda das experiências de multicultivos, quando estes começam a ser uma dinâmica apenas de um grupo pequeno de famílias, principalmente no que se refere à produção de grãos, onde há uma visível substituição das (milho híbrido e catingueiro). Ao mesmo tempo, acredita-se que em decorrência dos trabalhos desenvolvidos pelo Projeto de Manejo da Caatinga, aumentou-se o número de espécies, em especial forrageiras, que um conjunto de poucas famílias vêm experimentando em suas atividades produtivas. Dessa forma, acreditando-se na evolução em perspectiva crescente da experiência, é possível ir se enfrentando o problema da perda de variedades. Outra discussão travada pelos agricultores está intrinsecamente ligada a política agrícola do estado, baseada na distribuição de sementes e não na composição de bancos comunitários de sementes e na desvalorização dos processos de produção e armazenamento e de produção pelos agricultores, “o agricultor produz grãos” as sementes são fruto de trabalhos acompanhados pelas empresas de Assistência Técnica e de Pesquisa e é realizada, quase que exclusivamente, por grandes produtores.
A desvalorização econômica de algumas espécies, bem como os incentivos fiscais em determinadas regiões do país, que facilita a entrada no mercado local de grãos para alimentação bem mais baratos, também faz com que essa produção seja preterida a de alimentação para os rebanhos, tendo em vista que o leite ainda é, localmente, o produto de maior facilidade de comercialização. Exemplo disso é a pouca produção de feijão, tendo em vista que mercado local não absorve e/ou de que custo de produção é relativamente alto, diante de uma oferta extensa do produto por outras regiões do país. Assim, em casos extremos, há agricultores que já deixaram de produzir esse produto para subsistência, comprar é mais barato. Portanto reverter isso, para além de uma postura ideológica exige uma postura política.
Realizada essa etapa da oficina, foi identificado também as técnicas de cultivo e manejo da caatinga já experimentadas pelos agricultores.
RECOLHENDO INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE CULTIVO E MANEJO DA CAATINGA
- Identificar técnicas de produção e manejo que foram utilizadas na área coletiva (campo de aprendizagem)
- Identificar quais delas já eram utilizadas na sua área de produção.
- Quais foram experimentadas após o trabalho no campo?
- Quais não utilizaram e porquê?
O grupo identificou como técnicas utilizadas no trabalho de manejo da caatinga: o rebaixamento para qualificação de extrato de pastejo; raleamento para maior abertura e produção de herbáceas para pastagem, picotamento da matéria raleada e rebaixada, não realização de queimadas, adubação com composto orgânico, enriquecimento da caatinga com introdução de mudas nativas, diversificação de cultivos, consorciação.
No trabalho dos agricultores já foi possível identificar que, apesar deles utilizarem o trator, as queimadas já não eram práticas comuns nessas áreas e já experimentavam áreas de pastejo raleada.
Os agricultores consideraram que já realizaram algumas atividades, como o plantio sem derrubada total das árvores, raleando a área; introdução de palma forrageira em área manejada; enriquecimento da caatinga; multicultivos associada à recuperação da caatinga e trabalho de produção de mudas nativas, aroeira.
Alguns agricultores não conseguiram realizar nenhuma das experimentações propostas pela falta de mão de obra, o Assentamento tem dificuldades com trabalho coletivo e portanto não consegue fazer isso com mutirões, ou em áreas coletivas.
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